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quarta-feira, 10 de maio de 2017

PARA QUE SERVE A POLISSONOGRAFIA?







* Sinônimos: EXAME DO SONO = POLISSONOGRAFIA (PSG).


   A polissonografia (PSG) é uma avaliação neurofisiológica completa do sono (Padrão Ouro) que pode ser realizada tanto em clínicas especializadas ou em domicílio. O exame é supervisionado por um técnico especializado ao longo de toda a noite para garantir a qualidade do registro. A pessoa dorme com sensores fixados ao corpo para monitorização de vários parâmetros durante todo o sono.     De acordo com a necessidade, o médico pode solicitar registro em video e utilização de outros sensores.  
   O dados coletados durante o exame são analisados pelo médico especialista, que irá emitir um laudo que será entregue ao seu médico.
    A PSG possibilita caracterizar o índice de apneia e hipopneias (IAH), a porcentagem de oxigênio que circula pelo corpo durante o sono, os microdespertares, as porcentagens de cada estágio do sono, registro do ronco em função da posição corporal, entre outros.
   Por meio da PSG, é possivel diagnosticar a causa da fragmentação do sono, se está ocorrendo pausas na respiração enquanto a pessoa está dormindo (apneias), se há movimentos anormais dos membros inferiores.

A polissonografia é indicada para os seguintes casos:

  • Distúrbios respiratórios durante o sono - roncos, síndrome da apneia obstrutiva do sono, síndrome de aumento de resistência das vias aéreas superiores, entre outros.
  • Controle pós-tratamento da apneia obstrutiva do sono como cirurgia, aparelhos bucais, sonolência  excessiva diurna (SED), narcolepsia, hipersonia idiopática ou recorrente.
  • Alterações motoras e de comportamento durante o sono - sonambulismo, distúrbio de comportamento do sono REM e epilepsia.
  • Síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos dos membros inferiores.
  • Insônia.

Classificação da apneia obstrutiva do sono pelo IAH (índice de apneia e hipopneia / hora de sono):

  • Normal -  menor que 4,9/h
  • Apneia Leve -  entre 5 e 15/h
  • Apneia Moderada -  entre 15,1 e 30/h
  • Apneia Grave -  maior que 30/h

ITO Clínica Ronco Apneia do Sono Reabilitação Oral


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Apneia do sono aumenta em três vezes risco de morte por câncer



Distúrbio também duplica chances de desenvolver tumores, diz estudo.





    Pesquisadores da University of Sydney Nursing School descobriram que pessoas com apneia obstrutiva do sono moderada ou grave podem ser 250% mais propensas a desenvolver câncer e com até 340% mais chances de morrer pela doença. Os resultados foram publicados em abril no Journal of Clinical Sleep Medicine.

    Os cientistas acreditam que isso acontece porque a apneia do sono priva alguns dos tecidos do corpo de receber oxigênio, o que poderia incentivar o crescimento de tumores. A apneia obstrutiva do sono é uma condição que faz com que a respiração seja interrompida durante o sono durante pelo menos 10 segundos por vez. Geralmente a apneia é acompanhada de roncos. 

    A equipe acompanhou 397 pessoas durante aproximadamente 20 anos a partir de 1990. Cada pessoa recebeu um teste de sono em casa para estabelecer ou não o diagnóstico de apneia obstrutiva do sono. Além disso, todos foram monitorados para desenvolvimento de câncer durante o estudo. 

     Analisando os resultados e levando em conta outros fatores de risco, os estudiosos descobriram que a apneia aumenta em duas vezes o risco de câncer e em mais de três vezes o risco de morte pela doença. Entretanto, ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito, sendo necessários estudos mais aprofundados. 

     Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer
Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

  Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.

    O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer."

     Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

     Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.



http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/17504-apneia-do-sono-aumenta-em-tres-vezes-risco-de-morte-por-cancer/2


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Apneia do sono está ligada a várias doenças do coração



Se não tratada por um profissional, ela pode levar a morte súbita
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   A apneia do sono é um distúrbio do sono que está cada vez mais em pauta. Mesmo assim, ainda existem muitas dúvidas relacionadas a ela. Esse distúrbio obstrutivo das vias aéreas superioras (ou seja, entre a ponta do nariz e a traqueia, órgão que vem imediatamente antes dos brônquios e pulmões). Quando as pessoas acometidas dormem, a musculatura de parte desta região relaxa e dificulta a passagem do ar até os pulmões na inspiração, bem como a saída do ar. A representação disso nós conhecemos bem: o ronco!

   Pessoas com apneia do sono frequentemente se queixam de sono não reparador (sensação de noite mal dormida), dificuldade de concentração, e essa situação de estresse crônico pode se manifestar no corpo causando doenças graves, inclusive aquelas que atingem o sistema cardiovascular.

  Um bom exemplo é a hipertensão arterial, que pode ser causada e piorada pelo desenvolvimento de apneia do sono. Outro problema que está ligado a apneia do sono é a morte súbita cardíaca e não cardíaca. Já foi provado que a as chances de morte súbita são maiores em pacientes com apneia não tratada que em pacientes sem apneia ou em tratamento.

  Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, podem até mesmo desaparecer quando o paciente começa o tratamento da apneia. Do contrário, pacientes com apneia e fibrilação atrial precisam de mais remédios para controlar, tem menos sucesso nas ablações por cateter e são mais sintomáticos. Pacientes com fibrilação atrial que recebem choques para voltar ao ritmo normal têm menos sucesso e retornam ao ritmo irregular mais rápido.

   Algumas outras doenças estão ligadas à apneia de maneira ainda não muito clara. A obesidade, por exemplo, está relacionada à apneia, mas ainda não se sabe bem porque o excesso de peso pode ser causado ou agravado pela presença desse distúrbio do sono.

   Antigamente o único tratamento era traqueostomia, um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traqueia. Mas hoje, várias modalidades de tratamento (como ventilação não invasiva e até cirurgias) estão disponíveis. Consulte seu otorrino e dentista em caso de suspeita de apneia. Por mais que pareça exagero, o ronco pode matar se não for tratado.



                       
              
Dr. Bruno Valdigem 
CARDIOLOGIA - CRM 118535/SP
ARTIGO DE ESPECIALISTA -



http://www.minhavida.com.br/saude/materias/13446-apneia-do-sono-esta-ligada-a-varias-doencas-do-coracao

terça-feira, 11 de abril de 2017

Má qualidade do sono está relacionada com demência



Dormir duas horas a mais ou a menos favorece o declínio cognitivo, aponta estudo

  Quem tem sono de má qualidade pode ter problemas que vão muito além do que a sonolência e o mau humor do dia seguinte: um estudo feito por pesquisadores da Brigham and Women's Hospital in Boston (EUA) sugere que dormir tanto poucas horas quanto muitas está relacionado à deterioração mental e a doença de Alzheimer. O ideal seria dormir entre seis e oito horas diárias. Os resultados serão apresentados na reunião anual da Associação de Alzheimer, em Vancouver, Estados Unidos.

  A pesquisa examinou dados de mais de 15.000 mulheres com idades acima dos 14 anos e apontou que aquelas que dormiam menos de cinco horas ou mais de nove horas por dia tiveram um pior funcionamento mental do que as participantes que dormiram sete horas por dia. Dormir mais ou menos que o recomendado foi equivalente a dois anos a mais de envelhecimento cognitivo. O estudo também mostrou que mulheres que dormiam sete horas por dia no início, mas que depois mudaram o seu comportamento de sono, também apresentaram declínio cognitivo.

  De acordo com os pesquisadores, os resultados abrem caminho para estudar melhor como o sono interfere no desenvolvimento cognitivo, mas ainda não estabeleceram uma relação de causa e efeito. O estudo ainda precisa ser revisado para ser publicado em uma revista científica.

Durma melhor com essas nove dicas:

Quarto ideal para dormir
  Dormir bem melhora o humor, a memória, previne doenças e faz você viver mais. A ciência não para de comprovar os benefícios de uma noite bem dormida. Mas a falta de sono costuma ser um problema para muitos. Às vezes, basta alguma mudança simples nos hábitos antes de dormir, no travesseiro ou no colchão para resolver este drama. Confira as dicas abaixo.

Use sempre travesseiro
A melhor posição para dormir é de lado. Assim, a coluna fica longe das dores e os músculos também. A altura do travesseiro tem que ser igual à distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca. O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos.

Evite se deitar de bruços
  A pessoa que dorme de barriga para baixo acorda cansada e toda dolorida, pois o rosto não pode ficar afundado no travesseiro. Além disso, as regiões torácica e a lombar são prejudicadas nessa postura.

Colchão sem pressão
  "O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme", ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que se adaptam com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão.

Procure relaxar
  Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar.

Desligue a TV e o computador
  A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.

Exercícios físicos com atenção
  Você deve praticar atividades físicas somente até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado, prejudicando o sono.


http://www.minhavida.com.br/saude/noticias/15374-ma-qualidade-do-sono-esta-relacionada-com-demencia

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dormir mal é um fator de risco para o diabetes





  Ter noites de sono mal dormidas pode aumentar as chances para desenvolver o Diabetes sugere um estudo Universidade de Chicago (EUA), publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. De acordo com o estudo, os resultados indicam que para manter-se longe da doença não basta apenas ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente, pois dormir o suficiente também é necessário para cuidar da saúde.

 O estudo avaliou cinco homens e seis mulheres, com idade na faixa dos 40 anos. Os participantes estavam um pouco acima do peso, não se exercitavam muito e dormiam, em média, oito horas por dia.

  Durante dois ciclos de 14 dias, os voluntários permaneceram em um laboratório onde tiveram sua alimentação, sono e atividade cuidadosamente monitorados. Eles não foram impedidos de comer nenhum alimento, inclusive junk food, e nem foram obrigados a se exercitar. Na primeira fase do estudo, os voluntários poderiam dormir 8 horas e meia por dia. Enquanto, na segunda etapa dormiram apenas 5 horas e meia por dia.

 Os resultados apontaram que os voluntários ganharam quatro quilos independentemente da quantidade de horas dormidas. O diferencial foi a capacidade de controlar o nível de açúcar no sangue. Quando dormiam menos, as taxas de açúcar no sangue eram maiores e o nível do hormônio insulina era menor, fatores que colaboram para o risco do diabetes.

http://www.minhavida.com.br/alimentacao/noticias/5650-dormir-mal-e-um-fator-de-risco-para-o-diabetes

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Armadilhas no quarto podem prejudicar a qualidade do sono



TV, claridade, temperatura e alimentação podem atrapalhar na hora de dormir.


Ter um sono de qualidade é essencial para a manutenção do bem-estar e da saúde, e por isso, quando a qualidade do sono não é das melhores, o nosso corpo logo dá sinais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 40% da população brasileira diz ter problemas para dormir ou classificou o seu sono como de má qualidade. Alguns distúrbios, como bruxismo, síndrome das pernas inquietas e apneia do sono podem ser causadores da dificuldade de dormir.

Mas muitas vezes é o nosso descuido na hora de preparar o quarto para dormir que afeta o nosso sono. "Existem doenças que atrapalham o sono, mas na maioria das vezes basta um pouco de cuidado antes de deitar, para dormir bem e recuperar as energias para o dia seguinte", diz o especialista em sono, Daniel Inoue, diretor do Instituto do Sono do Hospital Santa Cruz. Veja alguns erros bastante comuns que são cometidos na hora de dormir.

Luz

Quando o cômodo em que dormimos está muito claro, o nosso corpo não produz a melatonina, o hormônio responsável pelo sono. "A luz consegue chegar ao nosso globo ocular mesmo quando estamos com as pálpebras fechadas. Sob a influência da claridade, a melatonina é bloqueada e não conseguimos ter uma boa noite de sono. Por isso, quanto mais escuro estiver o quarto, mas rápido uma pessoa dorme e melhor é a qualidade do sono", diz o especialista.

Barulho

Além de interromper a ação da melatonina devido a claridade, a televisão também atrapalha por fazer barulho de forma não contínua. "O nosso sono é dividido em fases: o sono superficial e o sono profundo. É apenas na segunda fase que o corpo consegue recuperar as energias. Quando há uma alternância entre sons altos e baixos, o organismo fica em estado de alerta e não conseguimos passar para a fase profunda do sono", diz Daniel Inoue. O mesmo acontece com quem tem mania de ouvir músicas agitadas na hora do repouso.

Outro ponto negativo da televisão é que, normalmente quando uma pessoa está com insônia, ela vai logo ver um programa na TV."Isso só nos deixa com menos sono ainda", explica o especialista.


Temperatura

Deixar o quarto em uma temperatura amena também é importante na hora de dormir. De acordo com Daniel Inoue, o nosso metabolismo fica acelerado quando o cômodo está muito quente e abafado, o que diminui a qualidade do sono. Já um quarto muito frio pode causar tremores e contrações musculares durante a noite, que, assim como a variação do som, faz com que o nosso corpo tenha dificuldade de entrar na fase de sono profundo.

"O ar-condicionado não tem nenhum problema se a pessoa estiver acostumada. Mas ele resseca muito o ambiente. Se realmente for um dia mais seco, em que não houve chuva, aquele lugar vai ter pouca umidade. A dica é colocar          alguma vasilha com água ou umidificador e nunca esquecer de que os aparelhos de ar condicionado precisam de manutenção, senão a quantidade de alérgenos e poluentes aumenta", observa o otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali.

A qualidade do ar

A qualidade do ar dentro do ambiente é outro fator crucial para a melhora da noite dormida. Um ar seco, cheio de poluentes, afeta a respiração e prejudica o sono. A não circulação do ar no quarto pode deixar a pessoa com o nariz congestionado e a garganta irritada. Por conta disso, há a possibilidade de o indivíduo acordar no meio do pernoite e não conseguir mais dormir.

Travesseiro

Escolha bem seu travesseiro! Além de causar torcicolos, escolher errado um travesseiro também diminui a qualidade do seu sono. "De maneira geral, o travesseiro deve ficar entre cinco e 10 centímetros de altura, para que a coluna de quem está dormindo fique em uma posição confortável", explica o médico.

Colchão

Assim como o travesseiro, escolher bem um colchão deve ser prioridade na hora de montar um quarto. "Quando uma pessoa acorda com dores pelo corpo constantemente, é provável que o seu colchão não seja o mais indicado. Pessoas com problemas na coluna devem tomar ainda mais cuidados, já que são mais sensíveis a qualidade do colchão onde dormem", diz o especialista em sono Daniel Inuoe.

Alimentação


Fazer uma boquinha antes de ir dormir pode ajudar ou atrapalhar o sono, dependendo do que você coloca dentro da boca. De acordo com um estudo feito pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, comer alimentos gordurosos pouco antes de dormir, além de engordar mais, diminui bastante a qualidade do sono. Isso acontece porque enquanto digerimos os alimentos, o nosso cérebro continua recebendo estímulos, o que aumenta as chances de pesadelos e insônia.


De acordo com o estudo, a própria sensação de peso e o metabolismo funcionando para digerir os alimentos já são motivos suficientes para má qualidade do sono. Comer alimentos leves, como sopas e lanches no mínimo duas horas antes de dormir é o mais indicado.

Animal de estimação

Dormir com o cachorro ou com o gato na mesma cama pode ser um costume para muitas pessoas, mas isso também atrapalha a qualidade do sono. "Os animais de pequeno porte tem um ciclo de sono mais curto que o nosso, de aproximadamente seis horas. Por isso, eles acordam mais cedo e começam a se mexer, prejudicando a qualidade do sono de quem está dormindo com eles", explica Daniel Inoue.

Sintéticos

É aconselhável evitar a utilização de muitos produtos sintéticos na própria mobília e confecção do quarto. A madeira é natural e acumula baixa quantidade de poeira, sendo uma boa opção para a mobília do quarto. A cerâmica no piso também é uma recomendação. Na própria cama, a melhor indicação é a de produtos naturais, como o algodão. Eliminar os sintéticos ajuda no sono e tem influência até no bom humor ao despertar.



http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/13154-armadilhas-no-quarto-podem-prejudicar-a-qualidade-do-sono

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Insônia: sintomas, tratamentos e causas




Insônia: distúrbio do sono

A insônia é um distúrbio persistente que prejudica a capacidade de uma pessoa adormecer ou, ainda, de permanecer dormindo durante toda a noite. Pessoas com insônia geralmente começam o dia já se sentindo cansadas, têm problemas de humor e falta de energia e têm o desempenho no trabalho ou nos estudos prejudicado por causa deste distúrbio. A qualidade de vida da pessoa, em geral, costuma ficar comprometida.

Muitos adultos apresentam insônia em algum momento da vida, mas algumas pessoas têm insônia crônica, que pode perdurar por um período de tempo muito maior do que o normal.

A insônia pode ser, ainda, um distúrbio secundário causado por outros motivos, como doença ou uso indevido de medicação.

Causas
As causas mais comuns de insônia incluem:

  • Estresse

  • Preocupações relacionadas ao trabalho, estudos, saúde ou família podem manter sua mente ativa durante a noite, o que dificulta na hora de adormecer. Acontecimentos provocadores de grande estresse, como morte ou adoecimento de um ente querido, divórcio ou perda de emprego, também podem desencadear episódios de insônia.

  • Ansiedade: ansiedade diária, bem como transtornos graves de ansiedade, como o transtorno de estresse pós-traumático, pode atrapalhar o sono. Preocupar-se com a dificuldade que terá para dormir também pode levar à insônia mais facilmente.

  • Depressão: uma pessoa com depressão pode dormir mais do que o normal e pode também não conseguir dormir, simplesmente. Insônia é comum em casos de depressão.

  • Condições médicas: dor crônica, dificuldade para respirar ou necessidade frequente de urinar podem levar à insônia. Exemplos de condições associadas à insônia incluem: artrite, câncer, insuficiência cardìaca, doença pulmonar, doença do refluxo gastroesofágico, distúrbios da tireoide, AVC, doença de Parkinson, doença de Alzheimer.
  • Mudança no ambiente ou horário de trabalho: viajar ou alterar o horário de trabalho pode provocar uma mudança no ritmo cardíaco do corpo e no chamado “relógio biológico”, que dificulta o início do sono.

  • Maus hábitos de sono: maus hábitos de sono também podem causar insônia. Estes incluem irregularidade do sono, como dormir e acordar em horários diferentes todos os dias; atividades estimulantes antes de deitar-se; dormir em ambientes inapropriados e desconfortáveis, como num lugar muito iluminado, dormir em frente à televisão ou dormir com a luz acesa.
  • Medicações: muitos medicamentos podem interferir na capacidade de uma pessoa adormecer ou permanecer dormindo, incluindo antidepressivos, remédios para controle da pressão arterial, antialérgicos, estimulantes e corticosteroides. Outros medicamentos que contenham cafeína e outras substâncias estimulantes também podem desencadear em insônia.
  • Cafeína, nicotina e álcool: café, chá, refrigerantes à base de cola e outras bebidas que contenham cafeína são estimulantes bastante conhecidos e comuns no dia a dia. Seu consumo não é proibido e não está diretamente relacionado à insônia, mas pode, eventualmente, ser um fator desencadeador do distúrbio. Beber café à noite, por exemplo, pode dificultar o início do sono. A nicotina em cigarros ou outros produtos derivados do tabaco é outro estimulante que pode causar insônia. O álcool pode até ajudar a dormir, mas impede os estágios mais profundos do sono e muitas vezes pode fazer com que uma pessoa desperte no meio da noite.
  • Comer muito tarde: comer um lanche leve antes de dormir é recomendado, mas comer demais pode fazer com que uma pessoa se sinta fisicamente desconfortável na hora de deitar, o que pode dificultar na hora de adormecer. Muitas pessoas também apresentam azia e refluxo, que também prejudicam o sono.

  • Idade: 
  1. a insônia pode, ainda, se tornar mais comum com a idade. Ruídos e outras alterações no ambiente podem despertar uma pessoa idosa mais facilmente do que alguém mais jovem. Com a idade, o relógio biológico muda, fazendo com que a pessoa se sinta cansada mais cedo à noite e acorde mais cedo na manhã. Apesar disso, idosos geralmente precisam da mesma quantidade de sono que pessoas mais jovens.
  2. Com o tempo, a pessoa pode se tornar menos ativa fisicamente ou socialmente. A falta de atividades diárias pode interferir em uma boa noite de sono, pois quanto menos ativa uma pessoa for, mais tempo ela terá para tirar sonecas ao longo do dia, o que dificulta na hora de dormir à noite.D
  3. Dor crônica e condições como a artrite ou problemas nas costas, bem como depressão, ansiedade e estresse, podem interferir no sono. Os homens mais velhos desenvolvem frequentemente um aumento da próstata, o que pode levar à necessidade frequente de urinar, interrompendo o sono. Nas mulheres, sintomas da menopausa podem ser igualmente perturbadores e podem impedi-las de ter uma boa noite de sono.
  4. Outros distúrbios relacionados, como apneia do sono e síndrome das pernas inquietas, também se tornam mais comum com a idade. Além disso, as pessoas mais velhas normalmente fazem maior uso de medicamentos do que pessoas mais jovens.

  • Fatores de risco: muitas pessoas podem apresentar um quadro de insônia ocasionalmente. Mas o risco de insônia é maior em:
  1. Pessoas do sexo feminino. As mulheres são muito mais propensas a sofrer de insônia, principalmente por causa de mudanças hormonais durante o ciclo menstrual e na menopausa. A insônia também é comum com a gravidez.
  2. Pessoas acima dos 60 anos de idade, devido principalmente às alterações nos padrões de sono e a problemas de saúde.
  3. Pessoas com algum distúrbio de saúde mental, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e o transtorno de estresse pós-traumático são mais propensas a apresentar insônia.
  4. Pessoas sob estresse. Fatos estressantes podem causar insônia temporária.
  5. Trabalhar à noite ou viajar a trabalho, que envolva trocas frequentes de fuso horário.

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/insonia



terça-feira, 4 de abril de 2017

Acabe com os mitos sobre o ronco







O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral.

O distúrbio do sono que mais incomoda cônjuges, parceiros, filhos, é sem dúvida o ronco. Depois de muita reclamação, as pessoas que roncam demais buscam saída em vários tratamentos, quando, na maioria dos casos, a solução está na visita a um dentista. Esse desconhecimento é comum, pois a Odontologia do Sono ainda não é tão disseminada nos pacientes que sofrem de ronco. Mas este cenário já está mudando. Vamos aproveitar este espaço para desmistificar algumas crenças a respeito o ronco, e também para esclarecer algumas verdades sobre este mal.

O ronco é mais freqüente em quem dorme de barriga para cima
Não necessariamente. De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada com tratamento sem a indicação de um especialista.


Roncar separa casais
Verdade. Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando o dia cansados, sonolentos, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados.

Roncar é sinal de sono profundo
Mito. É exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apneia do sono.

Roncar pode causar disfunção erétil
Verdade. O corpo do roncador, por não descansar bem, acaba perdendo energia e causando mais cansaço. Essas condições podem levar a problemas de ereção, desde que tenha apneia do sono já que este etá associado a uma baixa de oxigenação das células o que pode dificultar a ereção.

O ronco pode ser consequência da apneia
Verdade. Roncar não é normal e é sinal de apneia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).

Apneia é perigoso
Verdade. A apneia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando conseqüências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.

Ronco não tem solução :Mito. 
O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho intra oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as conseqüências do ronco.

O ronco pode causar problemas cardio-vasculares 
Verdade. Hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apneia, pode gerar problemas na artéria carótida por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.

O dentista do sono é o especialista mais indicado para solucionar o ronco
Verdade. A placa ou aparelho intra-oral é um ótimo tratamento para o ronco quando bem realizado e bem acompanhado pelo especialista. O aparelho mudará o relaxamento dos músculos da garganta e manterá as vias aéreas abertas para a passagem do ar.


Como se dá o tratamento do ronco
Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos intraorais feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, é necesário um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho intra oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.


http://www.minhavida.com.br/saude/materias/10806-acabe-com-os-mitos-sobre-o-ronco




domingo, 2 de abril de 2017

Vida e necessidade do sono e do sonho.




     Para uma vida com qualidade e boa saúde é preciso respeitar e cumprir a necessidade de repouso do corpo. É muito importante cumprir todas as fases do sono, inclusive a do sonho. Sono é o estado normal de repouso, que se caracteriza pela suspensão das atividades motoras voluntárias e também das atividades perceptivas do corpo.

   O sono é caracterizado pela supressão da vigília, desaceleração do metabolismo, relaxamento muscular e diminuição da atividade sensorial.

    O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência.

   Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. No ser humano o ciclo do sono é formado por cinco estágios e dura cerca de noventa minutos (podendo chegar a cento e vinte minutos). Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono.

  O sono é importante para a recuperação da saúde e para recuperação em situação de doença, enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária.

   O total de horas de sono para uma pessoa está normalmente entre as sete e as oito horas. Os fins e os mecanismos do sono ainda não são inteiramente claros para a ciência, mas são objeto de intensa investigação.

   Vida e os estágios do sono.Dormir é um santo remédio. Te coloca nas nuvens, restaura tudo e te devolve ao chão. (Gutto Carrer Lima)



  Segundo LAVIE (1998, 45), o número de ciclos por noite depende do tempo do sono, acrescentando, ainda, que "o sono de uma pessoa jovem é, habitualmente, composto por quatro ou cinco desses ciclos, com tendência à redução com o avançar da idade". 

     O sono divide-se em dois tipos fisiologicamente distintos: NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos"); e,REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos").

   O sono NREM (ou não-REM) ocupa cerca de 75% do tempo do sono e divide-se em quatro períodos distintos conhecidos como estágios 1, 2, 3 e 4.

     O primeiro estágio começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao do estado de vigília. Esse estágio tem uma duração de um a dois minutos, estando o indivíduo facilmente despertável.

   Predominam sensações de vagueio, pensamentos incertos, mioclonias das mãos e dos pés, lenta contração e dilatação pupilar. Nessa fase, a atividade onírica está sempre relacionada com acontecimentos vividos recentemente.

    O segundo estágio caracteriza-se por a pessoa já dormir, porém não profundamente. Dura cerca de cinco a quinze minutos. O eletroencefalograma mostra frequências de ondas mais lentas, aparecendo o complexo K.
  
   Nessa fase, os despertares por estimulação táctil, fala ou movimentos corporais são mais difíceis do que no anterior estágio. Aqui a atividade onírica já pode surgir sob a forma de sonho com uma história integrada.

  O terceiro estágio tem muitas semelhanças com o estágio quarto, daí serem quase sempre associados em termos bibliográficos quando são caracterizados.

   Nessas fases, os estímulos necessários para acordar são maiores. Do terceiro estágio para o quarto estágio, há uma progressão da dificuldade de despertar. Esse estágio tem a duração de cerca de quinze a vinte minutos.
   O estágio quarto representa quarenta minutos de sono profundo. É muito difícil acordar alguém nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.

   Este estágio NREM do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento em grandes quantidades, promovendo a síntese proteica, o crescimento e reparação tecidular, inibindo, assim, o catabolismo. É o estágio da recuperação de energia física.

   O sono REM caracteriza-se por uma intensa atividade registrada no eletroencefalograma (EEG) seguida por flacidez e paralisia funcional dos músculos esqueléticos.

   Nesta fase, a atividade cerebral é semelhante à do estado de vigília. Deste modo, o sono REM é também denominado por vários autores como sono paradoxal, podendo mesmo falar-se em estado dissociativo.

   Nesta fase do sono, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.

   Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo. (Fonte: Corpo e Saúde, Seleções do Reader's Digest e Wikipédia)

   Os pesquisadores não entendem completamente o sono REM e os sonhos. Eles sabem que é importante para a criação de memórias de longo prazo. Se o sono de uma pessoa REM é interrompido, o ciclo do sono seguinte tende a não seguir a ordem normal, muitas vezes indo diretamente para o sono REM até o momento de onde o sono foi interrompido.

   Ter uma noite de sono sem REM não significa não ter um sono de má qualidade. Porém, é necessário tomar cuidado quando você sonha pouco: isso pode ser um sinal de algum problema de sono, de memória ou no estágio REM.

   Fique de olho e preste bastante atenção, pois um sono de qualidade não é uma opção, é uma obrigatoriedade. Cuide de sua saúde, descubra as causas do problema e tenha certeza de que você está fazendo tudo ao seu alcance em prol de um sono de maior qualidade. Seu corpo agradece! (Fonte: Saúde Melhor)

Abraços e muita paz!

http://www.blogdoandovida.com.br/2016/02/vida-e-necessidade-do-sono-e-do-sonho.html

quinta-feira, 30 de março de 2017

Apnéia em crianças


VOCÊ TEM NOTADO SEU FILHO RONCANDO?
       Se isso tem sido constante, não deixe para lá. O ronco pode estar associado à Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), ela surge devido uma série de fenômenos que ocasionam dificuldade no sistema respiratório. Para que não haja problemas maiores é importante consultar um dentista especializado no assunto e tratar o problema o quanto antes.

O QUE O RONCO E A APNEIA PODE DIZER SOBRE A CRIANÇA?
         Não existe nada melhor que uma boa noite de sono. Ainda mais quando falamos de crianças que gastam muita energia durante o dia. A apneia e o ronco podem atrapalhar os sonhos desses pequenos e tornar o dia mais cansativo. O mau aproveitamento escolar, hiperatividade, atraso no desenvolvimento, deformação craniofacial, mandíbula retraída, maxila atrésica e bruxismo noturno podem ser alguns dos reflexos da apneia. Problemas que comprometem a deglutição, a fala e o sistema respiratório (rinite e sinusite), também podem estar presentes o que incluem a intervenção de outros profissionais como: otorrinolaringologistas, pediatras, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. A respiração precisa ser feita corretamente desde bebê, ou seja, pelo nariz e com a boca fechada. Isso vai estimular o crescimento correto do complexo craniofacial e de todo o corpo de maneira geral, durante a infância e adolescência, reduzindo muito a probabilidade da criança se tornar um adulto roncador e apneico.


Para descobrir a raiz do problema é necessário, além de uma boa anamnese a realização de radiografias das vias aéreas e da polissonografia, onde o sono da criança / adolescente é monitorado durante a noite e são estudados vários pontos como: número de apneias, microdespertares, bruxismo, e outros

COMO SEU DENTISTA PODE AJUDAR?

       É importante que os pais fiquem atentos ao comportamento dos filhos durante o dia (observar se existem alguns desses problemas citados cima).
À noite, ao observar sinais como ronco, pequenas paradas na respiração, dormir com a boca aberta e agitação são sinais que mostram que deve-se procurar o dentista com conhecimento na área de distúrbio do sono para intervir imediatamente

TRATAMENTO COM APARELHOS INTRAORAIS PODE SER A SOLUÇÃO

     O tratamento odontológico para ronco e apneia é considerado uma das opções mais eficaz e confortável, tanto para crianças e adolescentes, como para adultos, só perdendo para o CEPAP (aparelho em que se adapta uma máscara para o paciente receber ar com pressão positiva com o objetivo de desobstruir via aérea superior) em caso de apneias graves.
O tratamento consiste no uso de aparelho intraoral que é moldado de acordo com as características da arcada dentária. Este sustenta a musculatura da garganta e avança a mandíbula aumentando o espaço para a passagem do ar nas vias aéreas sendo que a médio prazo promove também um fortalecimento da musculatura da orofaringe.
É importante também que o tratamento se inicie desde que seja detectado o problema, prevenindo assim que ele se agrave para deformidades craniofaciais e adultos com complicações de saúde.

Texto: Dra. Flávia do Nascimento Menezes Macêdo

Imagens do google.

quarta-feira, 29 de março de 2017

APNÉIA PARA ADULTOS



Odontologia do Sono se propõe a tratar quem sofre com apneia e ronco

    
      Quem acredita que roncar é apenas uma situação embaraçosa e incômoda se engana. O ronco é uma doença, que se não for tratada adequadamente pode evoluir, trazendo inúmeros riscos à saúde.

    É sabido que dormir bem é relaxante e faz muito bem à saúde. Em contrapartida, noites mal dormidas podem afetar muito negativamente a vida das pessoas. Estudos sérios apontam que trinta por cento da população brasileira apresenta algum distúrbio ligado ao sono. Uma noite mal dormida pode estar relacionada, além de fatores otorrinolaringológicos ou odontológicos, à alimentação inadequada, uso de drogas lícitas ou ilícitas, problemas de ordem psicossocial, doenças orgânicas, maus hábitos, falta de rotina, sobrecarga de funções, dentre outros.

    Os resultados são os altos índices de acidentes no trabalho (especialmente em transportes e maquinários), baixo rendimento no trabalho, na escola, em práticas de atividade física, conflitos conjugais e acidentes de trânsito.

   Diversos outros problemas podem também estar associados aos problemas do sono como o bruxismo, a apneia, o ronco e a insônia. Na idade adulta, há evidências crescentes de que a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) associa-se a uma ampla variedade de problemas de saúde que inclui hipertensão arterial sistêmica, doenças coronarianas, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial, sonolência e piora da qualidade de vida.

     A Odontologia do Sono entra no processo com o objetivo contribuir com a prevenção e o possível tratamento desses distúrbios.

   A SAOS é uma doença crônica, evolutiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade. É um distúrbio respiratório do sono caracterizado por episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou total da via aérea superior durante o sono.

     No caso da apneia (falta da entrada de ar quando dormindo por mais de 10 segundos), a síndrome está associada a uma sonolência excessiva diurna, fadiga, diminuição da memória e falta de concentração. O bruxismo (hábito de ranger ou apertar os dentes) pode ter como consequências, além do desgaste dental e comprometimento estético e funcional destes, dor de cabeça, desconforto e má qualidade do sono.

   O ronco é a obstrução parcial das vias aéreas superiores, sendo que o seu som ocorre devido à passagem de ar com dificuldade provocando vibração das estruturas musculares da orofaringe com consequente ruído.

    Para diagnosticar a SAOS, é necessário a realização de uma anamnese específica para o problema realizada por profissionais capacitados na área, radiografias das vias aéreas e a realização da Polissonografia que é um exame de monitoramento do sono do paciente que objetiva investigar as causas e gravidade das doenças.

   O tratamento odontológico para ronco e apneia é considerado uma das opções mais eficaz e confortável, tanto para crianças e adolescentes como para adultos em caso de apneia leve e moderada, podendo também ser benéfico em caso de apneia grave quando o paciente não se adapta ao CEPAP (aparelho em que se adapta uma máscara para o paciente receber ar com pressão positiva com o objetivo de desobstruir via aérea superior).

    O tratamento consiste no uso do aparelho intra-oral que é moldado de acordo com as características da arcada dentária. Este sustenta a musculatura da garganta e avança a mandíbula aumentando o espaço para a passagem do ar nas vias aéreas sendo que a médio prazo promove também um fortalecimento da musculatura da orofaringe.

Dra. Flávia do Nascimento Menezes Macêdo
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